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Ministério da Saúde incorpora o secuquinumabe à lista de medicamentos do SUS

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24 jan Ministério da Saúde incorpora o secuquinumabe à lista de medicamentos do SUS

Remédio é usado para o tratamento de pacientes que têm psoríase, fascite plantar, uveíte, inflamação nas articulações e outras doenças associadas à espondilite anquilosante.
Psoríase, fascite plantar, uveíte, inflamação nas articulações são doenças que podem estar associadas à espondilite anquilosante, uma inflamação que afeta os tecidos conjuntivos, caracterizando-se pela inflamação das articulações da coluna e das grandes articulações, como quadris, ombros e outras regiões.
Para tratar os pacientes, o Ministério da Saúde está incorporando o secuquinumabe à lista de medicamentos distribuídos pelo Sistema Único de Saúde. O remédio deverá estar disponível para os usuários em até 180 dias, contados a partir de hoje (18.01), data de publicação da Portaria SCTIE N. 65/2018.
A doença 
A espondilite anquilosante não é transmitida por contágio ou por transfusão sanguínea e embora não tenha cura, o tratamento precoce e adequado consegue tratar os sintomas – inflamação e dor – estacionar a progressão da doença, manter a mobilidade das articulações acometidas, mantendo uma postura ereta.
A causa é desconhecida. Os especialistas sabem que a doença é cerca de 300 vezes mais frequente, em pessoas que herdam um determinado grupo sanguíneo dos glóbulos brancos, quando comparadas com aquelas que não possuem esse marcador genético, denominado HLA-B27. Cerca de 90% dos pacientes brancos com espondilite anquilosante são HLA-B27 positivos. A teoria mais aceita é a de que a doença, possa ser desencadeada por uma infecção intestinal naquelas pessoas geneticamente predispostas a desenvolvê-las, ou seja, portadoras do HLA-B27.
A espondilite anquilosante tende a ocorrer em famílias, afeta três vezes mais os homens do que as mulheres e surge normalmente entre os 20 e 40 anos. Cerca de 20% dos indivíduos com HLA-B27 terão espondilite anquilosante, embora a maioria nunca será diagnosticada como tendo a doença, pois ela se apresentará de forma branda. Como o HLA-B27 está presente em 7% a 10% da população, pouco mais de um em cem indivíduos apresentará a doença.
Sintomas 
Dores na coluna que surgem de modo lento ou insidioso durante algumas semanas, associadas à rigidez matinal da coluna, que diminui de intensidade durante o dia. A dor persiste por mais de três meses, melhora com exercício e piora com repouso.
No início, a espondilite anquilosante costuma causar dor nas nádegas, possivelmente se espalhando pela parte de trás das coxas e pela parte inferior da coluna. Um lado é geralmente mais doloroso do que o outro. Essa dor tem origem nas articulações sacroilíacas (entre o sacro e a pélvis). Alguns pacientes sentem-se globalmente doentes sentem-se cansados, perdem apetite, peso e podem ter anemia.
A inflamação das articulações entre as costelas e a coluna vertebral pode causar dor no peito, que piora com a respiração profunda, sentida ao redor das costelas, podendo ocorrer diminuição da expansibilidade do tórax durante a respiração profunda. Os indivíduos que apresentam limitação significativa da expansibilidade do tórax não devem de forma alguma fumar, pois seus pulmões, que já não expandem normalmente, estariam ainda mais susceptíveis a infecções.
Fontes: